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HELICÓPTEROS
e helipontos em São Paulo

O grande movimento aéreo em São Paulo, principalmente a quantidade de helicópteros voando por determinados locais da cidade, desperta a atenção de todos. Chamado de “rota de helicópteros”, os principais corredores dessas aeronaves são as marginais dos rios Pinheiros e Tietê. Esses caminhos aéreos foram projetados visando garantir segurança durante o vôo, por possuírem o máximo de áreas livres no solo, onde um pouso de emergência poderá ser efetuado com o menor risco possível
Há aproximadamente nove anos, quando os hospitais Sírio Libanês,
Amil Resgate de Alphaville, entre
outros, passaram a contar com helipontos em suas instalações, os edifícios comerciais da cidade
também resolveram ganhar tempo e eficiência através do transporte aéreo. De lá para cá, o tráfego de helicópteros tem aumentando consideravelmente na capital paulista.


Além do tempo e do conforto, os helicópteros diminuem o risco de assaltos, seqüestros e qualquer outro tipo de violência.
“Estas foram as principais causas que fizeram de São Paulo a campeã mundial em horas de vôo de helicópteros, ocupando a segunda posição em maior frota, com 894 aeronaves em operação. O 1° lugar cabe à cidade de Nova York , com aproximadamente 1.500 helicópteros”, explica o piloto e consultor de estruturas metálicas e engenharia de helipontos Carlos Freire.

Segundo Carlos, a tilização dos helicópteros provocou o crescimento do mercado
deste segmento. “Na verdade, é mais econômico investir em um helicóptero do que num carro importado blindado”.

A compra e venda dessas aeronaves movimentaram, no ano passado, aproximadamente 150 milhões de reais. “O modelo mais vendido na Capital é o Robinson R44,

que tem capacidade para três passageiros e um piloto. O R44 custa em média US$ 440 mil. Levando em consideração os gastos com aquisição e manutenção dos helicópteros, muitas pessoas preferem optar pela compra conjunta, onde 10 indivíduos
adquirem o bem rateando as despesas, conforme a utilização de cada passageiro. Esse sistema é conhecido como "Programa de Qualidade Compartilhado", revela Carlos.

 

Construção


Para construir um heliponto é necessário autorização do DAC (Depto. de Aeronáutica Civil), além de vários estudos e projetos que devem ser feitos para que se possa atender a todas as solicitações do requerimento da autorização para construção.
Após o término do empreendimento, o heliponto passa pela inspeção da equipe do Comando da Aeronáutica,
visando sua abertura ao tráfego aéreo através de sua homologação (em públicos) ou registro (em privados) no cadastro regional de helipontos.
Depois de ser devidamente cadastrado, o heliponto será operado e explorado de acordocom a finalidade para a qual foi concebido e construído. “Vale ressaltar que em São Paulo já não se constroem mais edifícios comerciais sem áreas de pouso. A própria arquitetura já integra o heliponto com o conjunto da fachada”, lembra Carlos.

Sinalização e Dimensões
dos helipontos


O tamanho do heliponto é determinado
pelas normas do Ministério da Aeronáutica, em função do helicóptero que nele vai operar.
Ex: aplicando-se o valor de B, distância entre a ponta do rotor de cauda até a ponta do rotor principal (veja figura), concluímos
que a dimensão mínima do heliponto para operação do Esquilo (helicóptero modelo) é de 19,50x19,50m. O número “3” significa
que a carga máxima permissível no local de
pouso é de 3 toneladas.
O triângulo aponta para o Norte Magnético e a letra informa o tipo. Sendo assim, a letra H ao centro significa heliponto público;
P privado e M militar.
O quadrado interno é chamado de Área
de Toque, isto é, o ponto no qual o helicóptero poderá tocar a plataforma. O
quadrado externo é
chamado de Área de
Pouso e decolagem. As setas indicam a direção das rampas de aproximação do helicóptero.